O anúncio de que a Kodak entraria na esfera do blockchain com a KODAKCoin, que visa proteger os direitos digitais de fotógrafos utilizado tecnologia imutável e distribuída, varreu o espaço cripto. Apesar das oscilações iniciais da ICO, o valor da moeda triplicou desde seu lançamento, agradando investidores e deixando observadores otimistas quanto ao novo futuro da companhia.

Contudo, a empresa de pesquisa de investimentos Kerrisdale Capital publicou esta semana um documento de 22 páginas sobre o projeto, com prospectos nada animadores.

Referindo-se à companhia como “relíquia moribunda da manufatura americana(a Kodak decretou falência em 2013), a Kerrisdale vê a ICO de $300 milhões como uma forma de tirar dinheiro que nunca entregará os benefícios prometidos.

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O relatório é condenatório, alegando:

“Blockchain e criptomoedas são tecnologias animadoras, com o potencial de fender muitas indústrias; seu uso em licenciamento de direitos pela KODAKcoin não será de bom proveito”.

A empresa prossegue descrevendo o projeto como uma tentativa oca de uma companhia moribunda para se juntar à febre das ICOs, afirmando ainda que a equipe por trás do projeto possui “credibilidade zero”.

Investidores foram alertados sobre a criptomoeda, aos olhos da empresa, não possuir valor, alegando:

“Nós a vemos como inútil, sendo seu valor de -100%.”

Preto no branco

A crítica central é que o projeto utiliza palavras como “reconhecimento de imagem através de inteligência artificial” e “livros contábeis encriptados” para gerar animação e especulação, obscurecendo que o projeto não possui meios de atingir suas próprias metas. Segundo a empresa:

“Hashing criptográfico não fornece a proveniência do IP, assim como utilizar blockchain não diminui os recursos necessários para detectar e punir infração de direitos.”

Em outras palavras, o projeto não será capaz de proteger fotógrafos além das proteções já existentes, não havendo vantagem em utilizar blockchain.

Um especialista em blockchain não identificado com o qual a empresa falou previu:

“Quando a febre especulativa cessar… O que sobrará será uma casca seca de um software que nunca cumprirá o que foi proposto”.

O relatório vai além de criticar a Kodak, alegando a existência de “trocas muito suspeitas” por parte da empresa, prevendo uma investigação da SEC em breve.

Há que se falar na Kodak KashMiner, hardware de mineração concedido pela Kodak através de leasing, no valor de $3400. Além da taxa, clientes são obrigados a dar 50% do Bitcoin minerado à companhia. A Kerrisdale conduziu uma pesquisa mais aprofundada nesta esfera, descobrindo que o KashMiner é, na verdade, um Bitmain Antminer S9 com o selo trocado.

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O relatório conclui chamando a Kodak de “impostora”, com sua tentativa de pular no trem do blockchain, prevendo que a quantia arrecadada pela companhia não a salvará da eventual extinção.

Este relatório pode ser visto como um novo pedido de cautela por parte dos investidores no mercado de ICOs, alinhado com os recentes planos regulatórios da SEC. Nesta área, é fácil gerar agitação, encobrindo a ausência de fundamentos funcionais e modelos viáveis.

Se o relatório é preciso ou não em suas afirmações sobre a KODAKCoin, só o tempo dirá. A companhia fornece assessoria para uma gama de investimentos, desde indústrias farmacêuticas até empresas varejistas, não sendo, contudo, especialistas em blockchain.

Fonte: CCN.com

Edição: Webitcoin



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