Apesar do que se alega sobre o Bitcoin, vejamos o que já foi financiado pelo dólar

Pablo Escobar. Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán. Rick Ross. Nomes conhecidos, cada um deles. Barões das drogas responsáveis pela circulação de bilhões de dólares em narcóticos. Mesmo assim, seus crimes se tornam pequenos em comparação àqueles cometidos há anos por aqueles que os perseguiram. Décadas após alimentar guerras e o tráfico, o governo dos Estados Unidos tem sujeira em suas mãos – uma combinação de pólvora, cocaína e heroína. Estas mesmas agências que decretam o que o povo pode ou não fazer com seu Bitcoin, já quebraram todas as regras.

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Bitcoin, drogas e hipocrisia

Em uma cela na penitenciária do Colorado, o prisioneiro 18870-111 medita silenciosamente. Ele realizará esse ritual diário por mais 18250 vezes em sua vida, que se passará toda confinada nesta cela. O indivíduo de 34 anos está cumprindo prisão perpétua, sem chance de condicional, por operar um mercado de narcóticos. Esta é a versão oficial. Extra oficialmente, sua sentença não tem a ver com tráfico de drogas – é por fazê-lo e não compartilhar os lucros com o governo estadunidense. Seu nome é Ross Ulbricht, e seus crimes são uma gota no oceano em comparação àqueles perpetrados pelas agências de três letras que comandaram sua persecução.

Mesmo que você pense que tráfico de drogas e lavagem de dinheiro são ilegais – e existem muitos, principalmente dentro da comunidade do Bitcoin, que fariam objeções – a hipocrisia das autoridades é algo impressionante. Muitos dos oficiais que trancafiam traficantes durante uma vida toda, cometem os mesmos crimes sem pestanejar. Às vezes, estes são indivíduos corruptos que operam sozinhos, como Carl Force e Shaun Bridges, que ajudaram a prender Ross Ulbricht enquanto cometiam crimes mais sérios e contaminavam as evidências. Porém, os casos mais sérios de crimes orquestrados pelo governo ocorrem de ordens dadas pelo chamado deep state – o governo dentro do governo.

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Uma curta história sobre o levado Tio Sam

Conforme mostram os exemplos a seguir, existem fortes casos que atestam sobre o governo dos Estados Unidos, tipicamente operando por trás dos panos por meio de terceiros, ser o maior cartel do mundo. O que se segue é uma série de crimes que nós sabemos terem acontecido com a benção do Tio Sam. Mas essa é só a ponta do iceberg.

Nicarágua, tráfico de drogas da CIA: fontes alegaram que a CIA era cúmplice no contrabando de cocaína no início dos anos 80. Fundos da operação de narcóticos foram utilizados para financiar a “guerra dos contras“, na Nicarágua. Foi posteriormente alegado que essa operação foi crucial para criar a epidemia de cocaína e crack que devastou cidades estadunidenses nos anos 80.

México, CIA se envolve com cocaína e maconha: Em 2013, foi alegado que operadores da CIA ignoraram o sequestro e assassinato de um agente do DEA (autoridade estadunidense que combate o tráfico de drogas), porque ele ameaçou as operações da agência com narcóticos no México. Um representante da CIA negou as alegações, naturalmente. A CIA já foi acusada de atos iguais em Honduras e Panamá, ações vinculadas ao seu feito dos Contras na Nicarágua.

Venezuela, CIA importa cocaína: existem muitas drogas aqui na América do Sul, e a CIA parece ter colocado a mão em todas elas. Após apreender uma tonelada de cocaína na Venezuela, os narcóticos confiscados, de alguma forma, foram parar nas ruas dos Estados Unidos. Enquanto o DEA contestava a operação, que foi designada para acabar com um cartel de drogas colombiano, a CIA procedeu de qualquer forma, porque a CIA faz o que quer.

Suíça, CIA importa LSD: a CIA agradece pelo LSD. Eles estavam em Basel, na Suíça, em meados de 1950, onde a droga foi sintetizada pela primeira vez, e levaram-na até os Estados Unidos. Eles então incorporaram o LSD no programa secreto de controle mental, o famoso e controverso MK Ultra, em conjunto com o laboratório de armas biológicas do exército estadunidense, completando com testes ilegais em humanos.

Afeganistão, cultivo de heroína: relatos da cumplicidade do Tio Sam com a heroína existem desde décadas atrás, tendo a CIA (sempre ela) aparecido em tais relatos. Se você acredita ou não na participação direta dos Estados Unidos no cultivo dos campos de heroína, o final é o mesmo: em 2006, durante o pico da ocupação dos Estados Unidos no país do Oriente Médio, a produção de heroína chegou a uma alta histórica.

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Estados Unidos: o maior cartel do mundo

Estes são apenas alguns dos casos nos quais o governo dos Estados Unidos esteve envolvido com drogas. Embora estes exemplos tenham sido primariamente cometidos pela CIA, cada ramo do governo estadunidense foi cúmplice de crimes semelhantes. Do FBI até a polícia estadual, cada ramo, estado e condado tem sua cota de maçãs podres, como o caso dos policiais em Baltimore que viraram assaltantes.

Cabe a nós refletir sobre esses casos ao considerarmos o papel proativo dos Estados Unidos em ditar as liberdades de seus residentes – e do resto do mundo. Ao trancafiar Ross Ulbricht pelo resto de sua vida, por ter cometido o que muitos acreditam ser um crime sem vítimas. Ao pressionarem companhias como a Shapeshift para estabelecerem padrões know your customer. Ao vincularem criptomoedas com terrorismo, apesar de todas as evidências contrárias.

Se o dólar é a moeda mais suja do mundo, talvez o Bitcoin seja a mais limpa.

Fonte: Bitcoin.com



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